Mobelha pequena


Mobelha pequena
A mobelha-pequena é uma ave da família Gaviidae, cujas aves aquáticas habitam maioritariamente lagos de água doce e rios e podem-se deslocar para zonas costeiras durante a época de reprodução, bem como no Inverno, altura em que aparecem em Portugal, mesmo assim, sendo raras. Habitam grande parte do hemisfério norte do planeta Terra, migrando para zonas costeiras de latitudes temperadas, como é o caso de Portugal, como já referido. Outro dado interessante é que, além de ser uma ave diurna migrante e de viajar individualmente ou em grupos soltos, muitas vezes acima da água, esta ave tende a migrar por zonas relativamente perto da costa, em vez de zonas mais longínquas desta.
Fisicamente, mede de 55 a 87 centímetros de comprimento, com uma altura de 91 a 110 centímetros. É a mais pequena da espécie, como também a que apresenta a plumagem mais clara. O seu bico fino, que é, frequentemente, inclinado para cima e a sua plumagem quase branca são características que os distinguem das outras mobelas. Na fase adulta, possuem a cabeça cinzenta e um pescoço largo, com a garganta avermelhada. Sendo o macho um pouco maior que a fêmea e o seu peso variar entre 1 e 1,2Kg, a estação condiciona a cor do seu corpo, que é mais clara no Inverno e mais escura no Verão.
Esta espécie é monotípica, pelo facto de ainda não serem reconhecidas subespécies. É, também, uma ave monogâmica a longo termo, o que quer dizer que é fiel ao seu único companheiro durante muito tempo. Ao acasalar, decorre um complexo ritual, que é repetido várias vezes.
Em geral, uma mobelha assemelha-se a um pato comum. Alimentam-se de peixes, moluscos e crustáceos, que caçam debaixo de água em mergulho, chegando a mergulhar a uma profundidade de 7,5 metros, devido a serem excelentes a nadar, ao contrário do que acontece fora de água, onde se deslocam com grande dificuldade. Como adaptação a esta caça, as suas narinas são estreitas e alongadas.
A fêmea costuma pôr apenas 2 ovos, que são incubados pelos 2 progenitores durante 28 dias. Depois de eclodirem, inicia-se uma competição entre ambos os jovens pelo alimento, acabando por morrer um deles, sobrevivendo aquele que é o mais forte.
Conforme a situação, esta ave utiliza diferentes tipos de voz consoante a situação. Desde uma fuga, a uma perturbação provocada por humanos ou predadores terrestres, adequam a vocalização à circunstância em que se encontram.
Esta ave é utilizada para a alimentação humana desde os tempos da pré-história. Ainda nos dias de hoje, é caçada por povos indígenas em algumas partes do mundo. São, também, utilizados como matéria para fazer produtos de lazer, como bonés, colares e algumas peças de vestuário. Relativamente à extinção, esta espécie não é muito ameaçada, ao contrário de tantas outras, devido ao seu grande conjunto que é bastante significativo. Contudo, algumas das populações parecem estar a diminuir, segundo alguns estudos feitos em certos países. Derrames de petróleo, degradação do seu habitat e a pesca estão entre as principais causas de morte a que estas aves estão sujeitas. Um pouco parecendo contraditório, estas aves são protegidas por algumas comissões a nível Internacional.

