Paquicefalossauro

O Paquicefalossauro (Pachycephalosaurus wyomingensis), cujo nome significa “lagarto de cabeça grossa” foi um animal único, com uma característica peculiar: bate todos os recordes de espessura da abóbada craniana. Media aproximadamente quatro metros de comprimento e três metros e meio de altura, podendo chegar a pesar meia tonelada. Viveu no período do Cretácio, há entre 96 e 65 milhões de anos, e alimentava-se de folhas, frutas, sementes, e insetos. A maior ameaça para este dinossauro eram os outros dinossauros carnívoros.
A Cabeça do Paquicefalossauro
De todos os paquicefalossaurídeos, a classe dos dinossauros de cabeça grossa, o que tinha a caixa craniana mais grossa era precisamente aquele que dá o nome ao grupo, ou seja, o Paquicefalossauro. Todos os dinossauros deste grupo eram bípedes e herbívoros, sendo o Paquicefalossauro omaior de todos.
A couraça craniana do Paquicefalossauro faz-nos lembrar os aríetes que os soldados utilizavam na idade Média a fim de derrubar as muralhas dos castelos. No entanto, ao que parece, essa couraça não era usada para o Paquicefalossauro se proteger contra os ataques de grandes dinossauros carnívoros, mas sim para o reconhecimento dentro do próprio grupo e também para demonstrar a sua força na manada e para atrair as fêmeas. Apesar de não haver certezas, o mais provável é que o Paquicefalossauro mantivesse a coluna vertebral paralela ao chão durante o combate, usando a pélvis como ponto de equilíbrio. Muitos paleontólogos achavam que os Paquicefalossauros utilizavam o seu enorme crânio abobado para lutar de cabeça com seus congéneres, assim como fazem os bodes e carneiros. No entanto, essa teoria foi descartada porque, visto que o topo da cabeça do animal era completamente redondo, havia a possibilidade de um dos crânios se deslocar quando os dois animais desse porte e nessa velocidade colidissem. Se assim fosse, o crânio do oponente atingiria a região dos olhos ou focinho, que é muito frágil, o que levaria a um ferimento muito grave e que poderia ser fatal. Sendo assim, provavelmente estes animais usariam os seus crânios para acertar na barriga ou no peito do adversário, de modo a deixá-lo sem fôlego, vencendo assim a luta.
A Família
Os Paquicefalossauros viviam em pequenas manadas nas quais se obedecia a uma clara hierarquia social, em que quem dominava eram machos capazes de amedrontar outros ou de derrotá-los em combates.
O primeiro fóssil de um Paquicefalossauro foi descoberto no ano de 1858 por Ferdinand Vandiveer Haydennos, nos EUA. No entanto, foi apenas em 1872 que os restos foram descritos por Joseph Leidy, afirmando que esta era uma espécie de réptil ou que seria um animal semelhante a um tatu. Os seus ossos foram descritos como parte de uma armadura, ou carapaça, de um animal que denominou Tylosteus ornatus. Nessa altura, ninguém imaginava que essa descrição estava incorreta, até que Donald Baird decidiu reexaminar melhor os fósseis e finalmente reconheceu que eram ossos da parte de trás do crânio de um dinossauro herbívoro com a cabeça grossa.
O esqueleto do Paquicefalossauro era bem apropriado para os confrontos com a cabeça. Por exemplo, as vértebras dorsais, cuja parte inferior do dorso tinha uma pélvis larga e tão reforçada como a própria coluna, de modo a poder suportar o impacto. A sua cauda era comprida e rígida, servindo de contrapeso à parte da frente do corpo, como aliás acontecia em todos os dinossauros bípedes. No entanto, os Paquicefalossauros eram diferentes pois possuiam uma malha de tendões ósseos entrelaçados em volta da metade posterior da cauda, contribuindo assim para a sua rigidez.
A cabeça do Paquicefalossauro era em forma de cúpula e abrigava uma abóbada craniana muito grossa com um cérebro pequeno. O crânio, teria cerca de 25 cm de espessura e talvez fosse maior nos machos do que nas fêmeas, apresentando ferrões ósseos muito característicos no focinho.

